Fechamento do 1º trimestre na Câmara Municipal de Curitiba vira alvo de críticas

A quantidade limitada de projetos e discussões pertinentes na Câmara Municipal de Curitiba foi criticada novamente. O encerramento do primeiro trimestre de atividades foi marcado por um cenário preocupante relacionado à falta de discussão de projetos e debates. Hoje, na última sessão do mês de março, apenas um projeto de lei foi votado em plenário.

A vereadora Camilla Gonda (PSB) expressou insatisfação ao afirmar que mais um mês se encerra sem avanços significativos. “Isso acaba custando caro para a população. O que me envergonha é o debate descompromissado com as pautas, com devaneios de alguns vereadores que usam a casa de leis para temas que reiteram a falta de comprometimento com pautas de interesse dos curitibanos”.

A crítica foi intensificada pela parlamentar ao lembrar que, durante o Smart City Expo Curitiba 2025, na última quarta-feira (26), a sessão plenária teve apenas 38 minutos de duração. A Câmara Municipal contabiliza 166 projetos aptos para serem votados em plenário, porém, apenas um foi pautado na Ordem do Dia desta segunda-feira (31). “É incompreensível que apenas um projeto tenha sido votado em um momento em que há tantos temas importantes. Se debatemos hoje sobre adoção, por que não pautar a política municipal de proteção e atenção integral aos órfãos e órfãs de feminicídio? Ou a obrigatoriedade de instalação de fraldários em praças e parques públicos?” questionou Camilla, elencando uma série de iniciativas que necessitam de atenção.

Durante a sessão, o vereador Nori Seto apresentou um projeto de lei sobre a campanha para conscientização da Saúde Única, mas o bloco da oposição foi o único a fazer considerações. “Nenhum outro vereador fez apontamentos e me questiono se estamos fazendo o que nos foi confiado pelas pessoas ou estamos transparecendo que não estamos interessados o suficiente para discutir Curitiba. Está muito fácil para alguns vereadores trazer discussões irrelevantes, o que não é fácil é sustentar esse tipo de discussão aqui dentro. As discussões precisam ser feitas de maneira humanizada, com compromisso e respeito”.

Em fevereiro e março, no somatório, apenas 20 projetos foram votados em plenário. Nesta terça-feira, 1º de abril, apenas dois projetos estão na pauta: um para apreciação em 2º turno e outro para denominação de logradouro público.